Estrada Nacional 2

7 dias | De Agosto a Setembro 2020

720€

Conheça o interior de Portugal percorrendo a Estrada Nacional 2 que atravessa o país de um extremo ao outro. Desde Chaves, no Norte quase junto à fronteira com Espanha, até Faro no Algarve à beira do Oceano Atlântico, a mais longa estrada portuguesa tem uma extensão de cerca de 739 quilómetros e muitas histórias para contar. Um itinerário perfeito para descobrir a cultura e a paisagem do nosso país em toda a sua autenticidade. Ao longo do seu traçado passa por 35 concelhos (Chaves, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Santa Marta de Penaguião, Peso da Régua, Castro Daire, São Pedro do Sul, Viseu, Tondela, Santa Comba Dão, Mortágua, Penacova, Vila Nova de Poiares, Lousã, Góis, Pedrogão Grande, Sertã, Vila de Rei, Sardoal, Abrantes, Ponte de Sor, Avis, Mora, Coruche, Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Alcácer do Sal, Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Castro Verde, Almodôvar, Loulé, São Brás de Alportel e Faro), denominados como concelhos de interior.


1º DIA - LISBOA, SORTELHA, CHAVES
Pelas 7h00, saída de Lisboa em direcção a Sortelha uma aldeia feita de casas de pedra perfeitamente conservadas que  parece saída de uma história de encantar de reis, rainhas e valentes cavaleiros. O nosso guia orientará uma visita onde se destaca o Castelo a 760 metros de altitude mandado construir por D. Sancho I, as suas origens remontam ao Séc. XII, seguindo-se a Igreja Matriz, e o centro históricoAlmoço com ementa típica da região. Após o almoço seguimos para Chaves. Chegada, alojamento e jantar no Hotel Albergaria Borges*** ou Similar.

2º DIA - CHAVES, VILA REAL
Após o pequeno-almoço o nosso guia orientará visita pelo centro histórico de Chaves onde se destacam o Castelo, a Torre de MenagemMuseu de Arte Romana e a Igreja Matriz, terminando na emblemática Ponte de Trajano de construção romana que perdura até aos nossos dias. Almoço em restaurante típico. Após o almoço damos início à nossa viagem no quilómetro 0 da mítica N2 seguindo para Vidago onde se encontra o deslumbrante Vidago Palace que é conhecida pelas suas águas termais. Prosseguindo para Pedras SalgadasVila Pouca de Aguiar e Vilarinho de Samardã até chegar a Vila Real, Capital da Província de Trás-os-Montes. Visitamos o inesquecível Palácio de Mateus construído no Séc. VXIII sendo um dos mais belos exemplares do período barroco em Portugal seguido de visita ao centro histórico de Vila Real terminando no Hotel Mira Corgo**** para alojamento e jantar.

3º DIA - VILA REAL, VISEU
Após o pequeno-almoço, saímos em direcção à Régua entrando na região demarcada do Douro, a mais antiga do mundo, passando por Santa Marta de Penaguião em direcção ao Peso da Régua onde visitamos o Museu do Douro. Seguimos para LamegoAlmoço. Após o almoço visitamos o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e a sua escadaria construída no Séc. XVIII no monte de Santo Estevão sendo um dos mais emblemáticos locais da região. Seguimos para Castro DaireVale da Azia e Termas do Carvalhal chegando a Viseu. Visita ao centro histórico, ao Adro da Sé, à Catedral e ao Museu Grão Vasco (entrada incluída). Alojamento e Jantar no Hotel Príncipe Perfeito**** ou similar.

4º DIA - VISEU, STA. COMBA DÃO, PENACOVA, GÓIS, P. GRANDE, VILA DE REI, ABRANTES
Após o pequeno, partida para Pedrogão Grande passando por TondelaSanta Comba Dão, apreciamos a lagoa da Barragem da AguieiraLivraria do Mondego após um pequeno desvio pelo IP3 entre o Vimieiro e Penacova onde a N2 se encontra parcialmente submersa. Passamos ainda por Góis antes de chegar a Pedrogão Grande onde teremos o Almoço. Após o Almoço seguimos para Vila de Rei onde visitamos o Centro Geodésico de Portugal Continental na Serra da Melriça. Paragem no “Picoto” situado a 20 metros de altura onde se localiza o Centro a nível de coordenadas geodésicas. Partida para Abrantes, alojamento e jantar no Hotel Luna de Abrantes**** ou similar.

5º DIA - ABRANTES, PONTE DE SOR, MORA, MONTEMOR-O-NOVO, ALCAÇOVAS, FERREIRA DO ALENTEJO, ALJUSTREL
Após o pequeno-almoço visitamos o centro histórico de Abrantes com destaque para o Jardim da RepúblicaLargo João de Deus e o Castelo Fortaleza de Abrantes, seguimos depois para Ponte de Sor passando por uma das maiores manchas florestais de sobreiro do mundo. Visitamos Centro Cultural onde é possível admirar o magnifico painel de 400 mil rolhas de cortiça premiado pelo Guiness. Seguimos pela Barragem de Montargil até MoraAlmoço. Após o almoço visitamos o Fluviário de Mora, um dos maiores aquários de água doce da Europa. Rumamos a Montemor-o-Novo seguindo depois para Alcáçovas onde visitamos o Paço dos Henriques ou Paço Real da Vila que foi residência real de Portugal no Século XIV e local de assinatura em 1479 do Tratado de Alcáçovas. Após a visita seguimos para Aljustrel passando por Ferreira do Alentejo. Alojamento e jantar no Hotel Villa Aljustrel*** com uma surpresa….

6º DIA - ALJUSTREL, CASTRO VERDE, ALMODOVAR, SERRA DO CALDEIRÃO, ESTÓI, FARO
Após o pequeno Almoço visitamos a antiga Central de compressores situado na mina de Algares seguindo depois para um dos símbolos de Aljustrel o Malacate Vipasca, um enorme elevador de ferro que transportava os mineiros até ao interior da mina. Seguimos para Castro Verde onde visitamos a Basílica Real e o Tesouro, núcleo museológico de arte sacra, onde se podem apreciar algumas das alfaias religiosas mais importantes do concelho. Seguimos para Almodôvar. Almoço. Após o Almoço breve visita à Igreja Matriz seguindo depois para Faro com paragem no Miradouro do Caldeirão, passando por Barranco Velho e São Brás de Alportel até Estoi. Chegada a Faro, a capital do Algarve e ao marco 738 e fim da Estrada Nacional 2Jantar e Alojamento no Hotel Mónaco**** ou similar.

7º DIA - FARO, OURIQUE, LISBOA
Após o pequeno-almoço, visitamos o centro histórico de Faro onde se localiza a Sé Catedral, de arquitectura românico-gótica e decoração interior barroca onde se destacam os azulejos seiscentistas e o órgão do séc. XVIII um dos mais antigos do país, seguindo para o Paço Episcopal que é a sede da Diocese do Algarve. Tempo livre seguido de Almoço. Após o almoço seguimos para Ourique com pequena paragem. Viagem até Lisboa. Fim dos nossos serviços.

TUDO INCLUÍDO CONFORME PROGRAMA
Viagem em Autocarro de Grand Turismo de acordo com as normas de higiene e segurança impostas pela DGS. Nosso Guia intérprete oficial. Todas as refeições desde o almoço do 1º dia ao almoço do último diacom bebidas às refeições (vinho da casa, água mineral ou refrigerantes). 6 noites nos hotéis indicado no programa ou similares. Entradas: No Palácio de Mateus em Vila Real, Museu do Douro na Régua, Museu Grão Vasco em Viseu, Fluviário de MoraPaço dos Henriques em Alcáçovas, Central de Compressores em Aljustrel, Basílica Real em Castro Verde e Sé Catedral de FaroPaço Episcopal em Faro.
Taxas Hoteleiras e IVA.
Exclui: Opcionais e extras de carácter pessoal e tudo o que não estiver discriminado como incluído.

PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO
- 720€
MAPA ESTRADA NACIONAL 2A EN 2 ou N2 ou Estrada Nacional 2, é uma estrada nacional que integra a rede nacional de estradas de Portugal. Atualmente, a N2 consiste de 5 troços separados entre si: Santa Marta de Penaguião–Peso da Régua (A24), Góis (N342)–Portela do Vento (N112), Sertã (IC8)–Abrantes (IP6), Ervidel (N18)–Aljustrel (N263) e Castro Verde–Faro.A N2 foi criada pelo Plano Rodoviário Nacional de 1945 com o objetivo de ligar Chaves a Faro. Grande parte da N2 resultou da renumeração de estradas já existentes, mas alguns troços foram construídos nas décadas seguintes. Com um comprimento de 739,260 km, a N2 era então a mais longa estrada do Estado, atravessando Portugal continental de norte a sul, "cortando" o país ao meio entre o este o oeste e cruzando 11 dos 18 distritos. No entanto, se em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu a N2 cruzava capitais de distrito (Vila Real e Viseu) e cidades de média dimensão (Chaves e Lamego), a sul dessas regiões (i.e. aproximadamente nos restantes 500 km), a estrada desenvolvia-se longe de qualquer cidade principal até perto do seu fim em Faro. A N2 nunca teve um tráfego autónomo que justificasse a sua importância no Plano de 1945 e a longa Estrada Nacional acabou por se tornar numa coleção sequencial de troços regionais. O falhanço da N2 neste aspeto provou que a principal ligação entre as regiões do norte e do sul de Portugal deveria sempre cruzar a área metropolitana de Lisboa (como hoje acontece com o IP1 e o IC1). Os Planos Rodoviários Nacionais de 1985 e de 2000 modificaram profundamente a classificação da rede de estradas portuguesas. Com efeito, em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu, esses documentos criaram a estrada rápida IP3, que segue paralela à N2. No entanto, a sul destas duas regiões, praticamente nenhuma estrada principal segue o eixo da antiga N2. Com efeito, atualmente, quase todos os troços da N2 foram desclassificados para estradas regionais (R2) ou municipais (M2) e só cerca de 180 km foram mantidos como estrada nacional, num total de cinco troços.No século XXI tem havido uma revitalização da antiga N2 para fins turísticos. Em 2003 o troço entre Almodôvar e São Brás de Alportel foi renovado e classificado como Estrada Património. Em 2016, foi criada a Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, que engloba os 33 municípios que eram atravessados pela N2 no seu traçado original, e que tem como objetivo dinamizar o turismo ao longo deste itinerário. Devido à sua extensão, a N2 atravessa paisagens bastante variadas, no contexto de Portugal. Com efeito, esta estrada tem sido muitas vezes comparada (embora a uma escala muito menor) à Ruta 40 (Argentina) ou à Route 66 (E.U.A.).
O troço da EN2 confunde-se com a própria história, sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia.Com o passar do tempo, as principais vias foram sendo melhoradas e ligadas umas às outras e até ao final do séc. XIX, grande parte daquela que é hoje a EN2 já era Estrada Real.Em 1884, o percurso de Faro a Castro Verde passa a designar-se Estrada Distrital nº 128.Com a implantação da república a estrada chega a Beja e ganha o título de Estrada Nacional nº 17, passando a chamar-se mais tarde a Estrada Nacional nº 19 - 1ª.Um dos grandes projectos do Estado Novo era a criação de uma estrada que ligasse o país de lés a lés pelo centro, e a partir de 1930 começaram a ser alcatroados os troços de pedra e de terra e construídas as ligações necessárias, até que em 1945 é classificada a Estrada Nacional nº 2 através do Plano Rodoviário Nacional de 1945, com o objetivo de ligar Chaves a Faro. Grande parte da N2 resultou da renumeração de estradas já existentes, mas alguns troços foram construídos nas décadas seguintes.Na Foz do Dão, Santa Comba Dão, a N2 atravessava o rio Mondego através da imponente Ponte Salazar (aberta em 1935) que estabelecia também os limites dos concelhos de Santa Comba Dão, Penacova e Mortágua, dividia os distritos de Coimbra e Viseu e separava a Beira Litoral da Beira Alta. Em inícios da década de 1980, essa ponte foi submersa pela Barragem da Aguieira (assim como a aldeia da Foz do Dão). O trajeto da N2 passou a efetuar-se por uma variante de 7 km entre as aldeias de Chamadouro e Oliveira do Mondego. Na década de 1990 esta variante foi aproveitada para o traçado da via rápida IP3.Antes da aprovação do Plano Rodoviário Nacional de 1985, a N2 era a mais longa estrada do Estado em Portugal, com um comprimento de 738 km que atravessava 11 dos 18 distritos. No entanto, se em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu a N2 cruzava capitais de distrito (Vila Real e Viseu) e cidades de média dimensão (Chaves e Lamego), a sul dessas regiões (i.e. aproximadamente nos restantes 500 km), a estrada desenvolvia-se longe de qualquer cidade principal até perto do seu fim em Faro. Ao longo das décadas, a N2 nunca teve um tráfego autónomo que justificasse a sua importância no Plano de 1945 e a longa Estrada Nacional acabou por se tornar numa coleção sequencial de troços regionais.O falhanço da N2 neste aspeto provou que a principal ligação entre as regiões do norte e do sul de Portugal deveria sempre cruzar a área metropolitana de Lisboa (como hoje acontece com o IP1 e o IC1).Em 1985 foi aprovado um novo Plano Rodoviário Nacional, que substituiu o de 1945 e modificou profundamente a classificação da rede de estradas portuguesas. Com efeito, em Trás-os-Montes e no distrito de Viseu, esse documento defendia a construção da estrada rápida IP3, que seguiria paralela à N2. Com efeito, o Plano defendia que a N2 deveria ser desclassificada para estrada municipal (M2) nessas regiões, pois seria substituída pela via rápida IP3. A sul do distrito de Viseu, praticamente nenhuma das estradas principais incluídas no Plano de 1985 seguia o eixo da antiga N2. O Plano Rodoviário Nacional de 1985 defendia a desclassificação da N2 para estrada municipal exceto em seis troços: Góis–Portela do Vento, Sertã–Ponte de Sor, Odivelas–Ferreira do Alentejo, Ervidel–Aljustrel, Castro Verde–Almodôvar e São Brás de Alportel–Faro.[4]Em 1995 foi concluída uma variante de 24 km entre Vila de Rei e Abrantes (parte do troço Sertã–Ponte de Sôr).Em 1998 foi aprovado o Plano Rodoviário Nacional de 2000, que substituiu o de 1985. Este Plano criou uma nova categoria de estradas, as Estradas Regionais. O Plano de 2000 acrescentou três troços à N2: Santa Marta de Penaguião–Régua (IP3), Viseu (IP3)–Viseu (IP5) e Montargil (IC13)–Mora. O Plano Rodoviário Nacional de 2000 encurtou o troço Sertã–Ponte de Sor (que passou a ligar apenas Sertã a Abrantes), manteve inalterados os troços Ervidel–Aljustrel, Castro Verde–Almodôvar e São Brás de Alportel–Faro e eliminou o lanço Odivelas–Ferreira do Alentejo. Em conclusão, de acordo com o Plano Rodoviário Nacional de 2000, a N2 consistia de 8 troços separados entre si. O troço Santa Marta de Penaguião–Régua era um sinuoso troço já construído da N2; ao ser classificado como estrada nacional, permitiu que a vila de sede de município de Santa Marta de Penaguião ficasse ligada por uma estrada do Estado ao IP3 e ao resto da rede rodoviária estatal. O troço Montargil–Mora também era um troço já construído da N2. Já o troço Viseu (IP3)–Viseu (IP5) da N2, proposto pelo Plano de 2000, seria uma estrada construída de raiz; este troço abriu em maio de 2001, em formato de via rápida com 2 faixas de rodagem e servia para ligar as vias rápidas com 1 faixa IP3 e IP5 ao longo do sul da cidade de Viseu. O Plano Rodoviário Nacional de 2000 defendia que deveriam ser classificados como estrada regional (R2) e não como estrada municipal os troços da antiga N2 Penacova–Góis, Portela do Vento–Pedrógão Grande (IC8), Mora–Ervidel (o qual incluía o antigo troço da N2 entre Odivelas e Ferreira do Alentejo), Aljustrel–Castro Verde e Almodôvar–São Brás de Alportel.Em julho de 1999 o Plano Rodoviário Nacional de 2000 foi revisto. O troço Sertã (IC8)–Abrantes (IP6) da N2 foi retirado da rede de estradas nacionais e, logo, proposto para desclassificação.Por outro lado, o lanço Almodôvar–São Brás de Alportel voltou a fazer parte da N2; este lanço localizava-se entre os troços da N2 Castro Verde–Almodôvar e São Brás de Alportel–Faro, o que permitiu criar um troço contínuo de 95 km da N2 entre Castro Verde e Faro.[1]Em 2003, o troço entre Almodôvar e São Brás de Alportel (55 km) foi requalificado como Estrada Património. A intervenção incluiu a melhoria do pavimento, criação de áreas de repouso, restauro das casas de cantoneiros, abate de espécies invasores (acácias), poda de árvores e arbustos junto à estrada e reabilitação de miradouros e fontanários.Em agosto de 2003 foi publicada uma segunda revisão do Plano Rodoviário Nacional de 2000. Neste contexto, o troço Sertã (IC8)–Abrantes (IP6) voltou a fazer parte da N2, enquanto que o lanço Montargil (IC13)–Mora foi desclassificado para estrada municipal.Em 2006, o troço IP3–IP5 da N2 (aberto em 2001) foi integrado no traçado da A25. Em consequência, a N2 passou a ser constituída por cinco troços: Santa Marta de Penaguião–Peso da Régua (A24), Góis (N342)–Portela do Vento (N112), Sertã (IC8)–Abrantes (IP6), Ervidel (N18)–Aljustrel (N263) e Castro Verde–Faro.Em Novembro de 2016 foi criada a Associação de Municípios da Rota da Estrada Nacional 2, um projecto turístico que une as cidades de Chaves a Faro, englobando 33 municípios[9], com o objetivo dinamizar o turismo ao longo do itinerário da antiga N2.Em abril de 2019 estava a ser estudada a requalificação do troço final da N2 entre São Brás de Alportel e Faro, passando pelo nó com a Via do Infante. A requalificação inclui correção de curvas e adição de uma via para lentos em algumas subidas.